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Com nova presidência Apae continua na luta pela inclusão e para desenvolver seu trabalho  

A presidência da APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais) mudou. Desde 16 de abril Léia Cruz Cristo Barbosa que era vice-presidente tomou posse, pois o professor Ademir Alves de Oliveira pediu afastamento.  Na segunda-feira (26/05) uma reunião com o procurador da entidade, o advogado Otávio Marinho, formalizou a mudança em ata.

Com mandato até 2016 Barbosa apontou que será um trabalho de continuidade. Um terreno para construção do novo prédio foi conquistado através de doações. “As pessoas, o comércio e a prefeitura têm nos ajudado muito. Mas infelizmente ainda precisamos de promoções e outros projetos porque falta dinheiro”.

A APAE enfrenta muitas dificuldades para continuar a desenvolver seu trabalho.  A entidade mantenedora da E.E.E Doce Mar funciona como uma escola. De acordo com os membros da diretoria eles têm quadro de 800 associados, o telemarketing ajudou a alavancar as contribuições. No entanto a renda é de R$2.800 a R$3.000 por mês, para um quadro de mais de 20 funcionários.

 A instituição beneficente tem 81 alunos de 0 a 40 anos. Nela trabalha-se da estimulação – período crucial no desenvolvimento da criança – até a manutenção – com terapia ocupacional, serviço social e atividades socioeducativas de lazer e cultura. São portadores de deficiência Intelectual e Múltipla, com Síndrome de Down e Autistas.




       
                 
       

A inclusão ainda é muito complicada. No momento apenas dois adultos estão empregados. A maior dificuldade é enfrentada nas escolas desde a receptividade dos colegas, passando pela acessibilidade, até o preparo profissional. “Cadeirantes incluídos na rede ficam dependentes de outros alunos e professores. Ainda há um longo período a percorrer”, apontou a coordenadora pedagógica Ana Flavia da Rocha.

Para a inclusão e avaliação de desenvolvimento são feitas sondagens individuais. Em Presidente Epitácio apenas uma escola infantil tem sala de educação especial. De acordo com Rocha os nove professores da APAE possuem a formação pedagógica e as 600 horas de especialização exigidas para lidar com portadores de deficiência.

Ainda há uma demanda reprimida de deficientes que estão fora da instituição. A assistente social Priscila Albuquerque afirmou que muitos pais não reconhecem a deficiência dos filhos. “Aqui elas expõem as dificuldades na criação dos filhos que são agregados aos problemas que toda família enfrenta. Foi estreitado um laço maior entre a escola e as famílias”, concluiu.
Por isso a entidade oferece às mães um grupo de apoio psicológico e assistencial. Elas mesmas escolhem as atividades que gostariam de aprender. Atualmente estão em fase de conclusão as oficinas de salgado e crochê.

A principal função das entidades é preparar os alunos para inserção na sociedade. “É um trabalho a longo prazo. As pessoas que ajudam são, em sua maioria, quem conhece um portador de deficiência”, declarou Rocha. O preconceito foi sentido quando as pessoas questionaram a participação deles no carnaval, está também nas ruas e calçadas que não são adequadas, e até nas lojas sem acessibilidade. “Nós melhoramos estruturalmente, mas falta a conscientização. Só quem tem um filho portador de deficiência sabe como é”.

No inicio do mandato a administração pública aumentou a subvenção. O que ajudou a manter técnicos e atender necessidades básicas. Foi reajustada de R$42 mil para R$84 mil/ano. A principal renda está no SIAFEM - Sistema Integrado de Administração Financeira para Estados e Municípios, que lhes destina R$170 mil por ano.

 

atualizado:28/05/2014 às 11h31