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Projeto de Jiu-Jitsu dá autoconfiança a crianças e quer ampliar atendimento, mas precisa de apoio  

Imagens cedidas

Mais de 86 crianças e adolescentes participam de projeto de Jiu-Jitsu em Presidente Epitácio. Elas fazem parte do “Lutando Pela Vida” (Lupevi). Idealizado por Anderson Merigio e Renato Azevedo, há quase um ano a iniciativa oferece treino gratuitamente para crianças de 8 a 17 anos. “A princípio o Renato cedeu o espaço na academia CPT, hoje nós alugamos um prédio. Meu irmão (Cesar Merigio) e eu somos os professores”, disse Anderson.

Agora a ideia é levar o esporte para outros pontos da cidade. “Apresenta-lo em locais como a Praça da Criança e em bairro afastados. Mas para isso precisamos de um tatame que não seja do tipo fixo. Ele serviria também para organizar eventos regionais e nacionais na cidade”. Com a colaboração de seu mestre Henrique Ramos de Presidente Venceslau, idealiza usar as taxas de inscrição para ampliar o projeto.

Competindo como iguais contra academias de todo Brasil os alunos do Lupevi competiram em Tarabai e Presidente Prudente ganhando mais de 30 medalhas.  “Na primeira a prefeitura alugou o ônibus, na segunda cada um teve que levar 20 reais para pagar os 650, fora a inscrição. Seria importante que as pessoas e o poder público dessem o devido crédito a projetos como esse. Afinal colaboram com a formação de futuros cidadãos”.

Ele convida todos a conhecer o projeto. “Precisamos de coisas básicas como bebedouro”. Um Kimono barato custa cerca de R$150, como entram muitos alunos fica difícil disponibilizar para todos.  Eles também incentivam que os próprios alunos arrecadem o valor. “Prego pela igualdade, e eles querem estar uniformizados”. 

Pensando no futuro

Abrindo as portas para levar a disciplina seja em casa, na rua, ou escola. Uma ficha foi desenvolvida para que os responsáveis atestem bom comportamento e cinco professores o rendimento escolar. “Nós avaliamos dentro do tatame isso conta para a graduação e para as competições. As artes marciais ensinam o respeito e a amor à vida”.




Muitos alunos têm pais ausentes e problemas de autoestima. Os professores relatam aos irmãos Merigio que sentem nos alunos maior autoconfiança. “Quem aprende artes marciais despreza a violência. As crianças que não dão vazão a energia natural, partem por caminhos errados. Todos os problemas sucumbem nas artes marciais”.

De acordo com ele o esporte é um trabalho conjunto, “sempre digo pra eles que não precisam mudar as amizades, mas levar os princípios aprendidos para os amigos”. Ensina desde ver os policiais como amigos à jamais se sentirem inferiores diante de qualquer pessoa.

Aos 17 anos os adolescentes saem do projeto, mas pregam que eles corram atrás do que gostam, seja permanecer no esporte custeando os treinos ou no trabalho e estudos.  Anderson foi criado em um bairro da zona norte de São Paulo, bairro hoje dominado pelo PCC “eu estava predestinado a partir para o crime. O esporte me deu uma chance”.

 

atualizado:26/05/2014 às 10h50