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Barracos são retirados de área de preservação permanente

 

 

Ministério Público, Polícia Ambiental e Duke Energy se unem para desmobilizar construções ilegais, que servem à caça e pesca predatórias. 

Construções precárias em meio à mata e às margens do Paranapanema, utilizadas como base para atividades de caça e pesca predatória, foram removidas ao longo da semana passada, no município de Itatinga. Por meio de uma ação em parceria com o Ministério Público de Itatinga e Polícia Ambiental, a Duke Energy, concessionária da hidrelétrica Jurumirim e de mais sete usinas ao longo do Paranapanema, desmobilizou 11 barracos construídos de forma precária em Área de Preservação Permanente (APP). 

Com tamanhos variando de nove a 56 metros quadrados, essas construções improvisadas não serviam de habitação, não estavam regulamentadas e sequer são permitidas, pois ferem a legislação ambiental e colocam em risco  o equilíbrio do meio ambiente. O local em que estavam pertence à hidrelétrica e está sob a gestão da Duke Energy. 



Durante a ação, a Polícia Ambiental realizou a inspeção da área, constatou a prática de crime ambiental e ainda identificou os responsáveis, emitindo autos de infração por intervenção em APP. A Duke Energy fez a desmobilização com base em experiências similares, realizadas com sucesso em outros reservatórios sob sua concessão. 

“Essas estruturas são usadas para caça e pesca ilegais. São totalmente irregulares, sem qualquer condição sanitária ou respeito ao meio ambiente. Entre outros problemas, os ocupantes desmatam, jogam e até queimam lixo, com sérios riscos de incêndio”, pontua Ivan Takeshi Toyama, gerente-adjunto de Patrimônio da Duke Energy. 

O sargento Alves, que supervisiona a Base Operacional da Polícia Ambiental de Avaré, avaliou a ação como “muito positiva”. De acordo com ele, durante a semana foram oito policiais envolvidos na operação. “Iniciativas como esta nos ajudam a preservar o meio ambiente para a presente e as futuras gerações, como está na Constituição”, comentou. 

Conforme ressalta Toyama, a desmobilização tem como foco retirar as ocupações irregulares, mas também conscientizar a população sobre a necessidade do uso ordenado das margens e das águas. “É também uma oportunidade que demonstra, na prática, o quanto é preciso respeitar as leis ambientais e valorizar o uso sustentável do Rio Paranapanema e das áreas em seu entorno – um patrimônio que é de todos os moradores da região”, argumenta. 

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Atualizado: 23/07/2014 às 16h00